Era uma vez eu, no Centro da cidade.
E andando na minha direção vinha uma mulher que me olhava muito fixamente. Eu estava em um momento a-sexuado da vida, e falei comigo: 'hoje não tô muito a fim...'
Mas ela veio falar comigo:
- Oi, Airton, tudo bem?
'Quem, quem é essa mulher?', era a única coisa em que eu conseguia pensar. Eu sabia que conhecia aquela mulher de algum lugar, mas não lembrava de onde.
Querida, eu sei que você me conhece, sabe meu nome e tudo, mas eu não estou reconhecendo você. - Sou eu, Liliane, sua irmã!
Com um pouco mais de tempo eu conseguiria lembrar o nome de minhas três irmãs. Não consegui listar naquela hora, mas sabia que 'Liliane' não estava na lista. Nenhuma com letra 'L', a propósito. Esta, então, só pode ser uma louca. Louca e sortuda, porque arriscou Airton, um nome incomum, e acertou. Eu respondi: - "Liliane, minha irmã"? Não, impossível. Eu tenho muuuitas irmãs, mas nenhuma delas chamada Liliane.
Ela respirou fundo (raiva ou frustração?) e disse: - Meu nome é Liliane, mas você me chama de Natali.
- Ah, Natali! Agora sim te reconheci, minha irmã! Ei, seu nome Não é Natali?
:)

